segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Só mais uma semaninha!
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O caso das Doidas Atrasadas
Este começo de ano não tem sido fácil.
Pedimos mil desculpas pelo atraso da nossa "volta" ao normal. Na verdade, não voltamos ao normal. Ainda não. Estamos organizando tudo (inclusive a nossa vida) e prometemos que a partir de semana que vem, toda semana haverá mais um caso.
Porque são muitos.
Não percam!
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domingo, 20 de dezembro de 2009
O fim da retrospectiva 2009
Nunca substituí pessoas na minha vida. Sempre acumulei: um doido nunca preencheu o lugar de outro. Ao contrário do que dizem por aí, achar um novo amor pra esquecer outro jamais tinha funcionado comigo. Os novos doidos iam sendo encaixados nos espaços não ocupados pelos anteriores e os doidos anteriores permaneciam lá de alguma forma.
Talvez por não gostar de términos, os fins de ano sejam tão torturantes para mim. Eu gosto de começos. Ou, pelo menos, de durantes. Claro, essa frase não se aplica a tudo em minha vida.
Mas neste ano que passou muita coisa aconteceu com Dra. Lee e ela teve de aprender na marra a dizer “adeus” sem que isso significasse um “até breve”, pois o “até breve” não cabia mais em sua vida. Ela aprendeu que nem sempre dá pra deixar as pessoas adormecendo dentro dela até que uma reviravolta aconteça. Coisas incríveis só acontecem com os personagens de filmes da Sessão da Tarde. Assim, Dra. Lee deixou de colocar vírgulas na história com seu Doido Mais Antigo (aqui) e escreveu o capítulo final.
OK, tudo isso que escrevi não foi nada animador. Devo estar sob influência ainda do último filme que vi. (500) Dias com Ela. Vocês já assistiram? Pois assistam, é um filme muito verdadeiro sobre o amor. E acho que isso que estou escrevendo fará um pouco mais de sentido depois que vocês conhecerem a história de Summer e Tom.
Só que não foi apenas de términos e aprendizagens forçadas que foi feito o ano de Dra. Lee. Assim como a Summer do filme, Dra. Lee acordou um dia, lá no finalzinho de 2008, e percebeu que o doido que estava ao lado dela era alguém muito especial e esse doido se tornou seu namorado. Agora, no finalzinho de 2009, essa história completou um ano. Durante 2009, o romance de filme que ela e Mr. Holloway viviam em fevereiro (vejam o post aqui) começou a ficar mais parecido com a realidade.
Eu descobri, por exemplo, que o Doido Namorado se atrasa para todo e qualquer compromisso, o que, acreditem, me deixa absurdamente irritada. Brid sabe bem como é. O Doido Namorado nasceu 30 minutos atrasado e tenta descontar esse tempo sempre que vamos a algum lugar. E eu detesto perder o começo dos filmes no cinema.
Por outro lado, o Doido Namorado descobriu que eu canto muito mal. Nas competições de Rock Band que acontecem no apartamento de um casal amigo, nós sempre perdemos por minha culpa. Eu não sei tocar nenhum tipo de instrumento. Musical. Então me resta cantar. E cantando eu consigo ser pior do que a Cameron Diaz na famosa cena do filme O casamento do meu melhor amigo (veja aqui). Ao contrário dela, não tenho a menor vergonha de cantar em público, mas eu deveria. Brid também sabe bem disso. Ah! E o Doido Namorado detesta perder no Rock Band.
Escrevendo esse monte de bobagens, eu só queria dizer que aprendi a descer um pouco das nuvens em 2009 e passei a viver um amor de verdade. Isso implica conhecer os defeitos do outro e tolerar (juro que estou tentando superar os atrasos, assim como ele tem dito que meu vocal é terrível, mas que me adora mesmo assim). São exemplos fúteis, claro, mas que servem para ilustrar um pouco do que anda acontecendo. E é isso o que fica da minha retrospectiva sentimental.
*****
Eu adoraria ter feito um post de fechamento engraçado como a Brid faria. Mas eu sou a própria Drama Queen e, quase sempre, me sinto mais à vontade escrevendo assim. Desculpem-me.
Obrigada a todos pelos comentários deixados, pelas participações especiais, pelos e-mails, pelas histórias que alguns compartilharam com os leitores do Para-raio. Não teria sido um ano tão legal aqui se não fossem todos vocês.
Para vocês lerem ouvindo Green Eyes (aqui), do Coldplay, que Brid e eu adoramos. E é a música que o Doido Namorado diz ser nossa (minha+dele). Awn.
Green eyes
You're the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you must be out of their mind
Bom Natal pra quem é de natal.
Feliz 2010 para todo mundo.
Em janeiro a gente volta.
Agora preciso ir. São 23h30 e o Doido Namorado está buzinando freneticamente lá no portão. Ah, claro, a gente tinha marcado às 23h. :D
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O caso da Retrospectiva 2009
Sonhei que estava indo a um show do John Lennon no Via Funchal. No decorrer (há uma piada interna aqui, dona Lee) do sonho eu ligava para a Lee e dizia a ela que se apressasse, pois "o cara" já estava no palco cantando "Paperback Writer" (?). Era em preto e branco. Ao mesmo tempo, eu tocava uma (ui!) panderola neste mesmo show. Minha panderola era amarela (eu nunca teria uma panderola amarela).
O ano de 2009 termina para mim tão confuso quanto este sonho.
Minha retrospectiva chegou um pouquinho antes do que deveria, mas acho que para este ano, não aguardo mais surpresas ou acasos, seja lá o que for que decida o meu destino ou o seu. Também não estou bem certa do que seja. Mas acreditem, foi um ano de términos.
Logo no começo do ano, (ou mais para o meio - não vou me dar ao trabalho de registrar datas) terminei um namoro promissor (Oi? Doido Coldplay - Leia Aqui). Prometia tanto que as especulações e expectativas tornaram a coisa intolerável. Todos torciam por nós, exceto nós mesmos, o que sinceramente, não foi muito saudável para a relação. Fica a dica.
Decidi clarear as idéias e os dentes. Envolvi-me com um dentista estrangeiro (Oi? Doido Ofendido - Leia Aqui) com costumes tão atrativos quanto estranhos. O ciúme dele era maior que o meu. O egoísmo dele era maior que o meu. A vontade dele, de fazer a coisas darem certo era maior que a minha. Acreditem, leitores, eu sou competitiva! Mas ganhei apenas na parte do egoísmo. O que também não ajudou muito. Meus dentes? Todos no lugar. Não sofri nenhum tipo de retaliação, graças a deus. Mas, por via das dúvidas, voltei ao meu antigo doutor peruano que me atende desde criança. "Is it safe?"
Reencontrei o "grande amor da minha vida" (Oi? Doido Pioneiro - Leia Aqui) e imaginei que seria mágico (/Regina Duarte). Seria encantador vê-lo novamente com alguns anos a mais (tanto eu quanto ele, o que seria vantajoso para mim, lógico), mais bonita, mais madura, mais segura. No entanto, eu mudei, mas ele continua o mesmo (exceto pelo cabelo mais ralo, pela marca de cigarros). E aquele mesmo, já na serve para mim. "I belong to Victor!" (ou não). Já nem sei se pertenço a mim. O fato é que não estou bêbada, então as partes distintas do meu corpo ainda pertencem a alguém – e creio que este alguém ainda seja eu. Vamos torcer!
Mas nem sempre términos significam perdas. Todos estes términos significaram recomeços. Tá certo que cada recomeço parecia mais confuso do que o próprio término, mas sempre me levaram a algum lugar, nem que tenha sido um novo ponto de partida.
Férias.
Férias de mim. Volto a postar logo na primeira semana de Janeiro, porque sou destas que gosta de trabalhar e está escalada para o plantão de férias. Admirem. Não sei se a Lee vai postar nestas duas semanas. Fiquem ligados (/Narrador de Extras qualquer)!
"Amanhecer junto." É a minha frase do ano. E antes que venham me dizer que eu tô romântica e o "caralho aquático" (perdão, acho que ando um tanto boca suja), não é disso que se trata. "Amanhacer junto" é bem mais profundo (ui!). Pensem nisso.
Para ler ouvindo "Paperback Writer" dos Beatles. Quem canta é o Paul, por esta razão, achei estranho o John Lennon (?) cantá-la (?!) num show (?!?).
UPDATE DA LEE: Dra. Lee vem aqui na semana que vem pra fechar o ano também. Rimou.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
SORPRESSINHA!
Como já é do conhecimento de muitos de vocês, na última sexta-feira foi aniversário de Brid. Quando ela me mostrou o post da semana passada eu quase gritei um “Nãoooooooooooo”, implorando pra ela não publicar, afinal, ela meio que comprometeria o que eu tinha planejado pra essa semana. Mas o post estava tão perfeito que não tive coragem de pedir.
Sempre que faço aniversário ela me escreve algumas coisinhas por aqui. Faço o mesmo quando chega o dela. Este ano eu queria fazer de outro jeito. Não que eu não tivesse nada mais pra dizer a ela. Sempre tenho. Mas eu queria que a surpresa fosse diferente. Então convidei algumas pessoas muito fofas (awn) pra escreverem sobre a Brid ou escreverem para a Brid. E eles aceitaram imediatamente.
Dito isso, fiquem com os textos dos nossos ilustres convidados: Mysterious Man e Sisa.
Lee
Por Sisa (acessem o blog dela, Casa da Sisa, aqui)
Nem lembro como cheguei no Para-Raio de Doido, mas assim que cheguei me identifiquei com as agruras das doutoras. Entrava no blog, lia, me divertia. Depois de um tempo sentia como se fosse realmente íntima das moçoilas. Até que não resisti, escrevi um e-mail relatando um antigo caso clínico meu. A Dra Bridget Jones respondeu, simpaticíssima e solidária. Alguns mails mais e eu estava relatando meu caso clínico da época, entre risadas e lágrimas. Era (e ainda é) o doido mais pancada que já passou na minha vida, e a Dra Bridget Jones, nesta altura já promovida à amiga Brid, ouvia tudo pacientemente. Pra me fazer entender, dava uns flashbacks de uns doidos já tratados, e ela, solidária, ria comigo, aconselhava, secava lágrimas… Enfim, foram laços sendo fortalecidos e fui aprendendo a gostar cada dia mais da Brid.Com o passar do tempo (já são 2 anos, acredita, Brid?) já nos conhecemos melhor, já tivemos conversas (sobre doidos e outros assuntos) com direito a conversa séria e sem tom de piada, já nos abraçamos virtualmente quando precisamos e a esta altura sabemos que os ombros estarão sempre disponíveis. Parafraseando a nossa amiga Iara, só tenho um recado pra deixar pra você, Brid: #nuncatevisempreteamei. Porque sou destas, que não tem medo de dizer.Parabéns, querida. Muitas felicidades, muito amor e sucesso na sua vida.
S2
Por Mysterious Man
THE E! TRUE HOLLYWOOD STORIES APRESENTA: DRA. BRIDGET JONES
Narrador: Ela é temdemsya. Ela é loosho AND esplendor. Ela tem o oferecimento das Borracharias Alencar. Ela é aaaaaaaaaaaaaa... BRID!!! (aplausos da plateia)
Hoje nós falaremos dessa figura singela, moleca e faceira de nosso mundo virtual. Talvez não seja a mais famosa ou a mais cobiçada, mas certamente é a mais divertida. Mas o que poucos sabem é que essa mulher tem um passado um tanto quanto sombrio, o qual compartilha liricamente com seus fieis leitores no blog "Sou Para-Raio de Doido". E poucos sabem também que, por trás de tantos casos engraçados e de autoachincalhação (achincalhabrasil.ong.br), Brid, como é carinhosamente chamada por quem quer que seja, é uma pessoa. (auditório: óóóóóóóóóó...)
Brid começou sua vida analisando seus casos em lugares bem pequenos e para bem pouca gente. Numa dessas análises, conheceu Xanaína, a famosa cantora monoteta, e a partir daí sua vida mudou. Ao lado dessa amiga de fé e irmã camarada, Brid foi ao Louvre ver os cachorros de colar, desceu a serra e participou de sarais com Villa-Lobos e Bilac, e se jogou loucamente numa rave que rolava num monte com três cruzes decorativas. E numa dessas baladinhas regadas a absinto e Lexotan, Brid deixou Xanaína nas boleias da vida e foi ganhar a vida analisando seus casos amorosos ao lado de sua nova BFF, Dra. Lee Holloway. (auditório: awnnnn...)
Hoje, Brid analisa também a vida alheia no blog "Sou Para-Raio de Doido", compartilhando o consultório com Lee. Ambas têm o dom único de ver na desilusão amorosa de outrem (e nas delas também, beijos!) pérolas e doidos dignos de Oscar. Mas, para provar que não é só mais um rostinho bonito na internet, Brid também tem projetos paralelos, como a ONG Achincalha Brasil. Fundada em 1987 por ela e por seu colega de Gtalk nas manhãs desesperadas, Mysterious Man, a organização tem a importante missão de esculhambar o cotidiano - não importa como e nem de quem. Brid também participa do Clã Roitman ao lado das amigas twitteiras @sweethome, @lineth, @cacauli, @vifortes e @betedavis: todas estas DAMAS se reúnem num covil misterioso que nem elas mesmas sabem onde fica e saem desesperadas por aí na Pussy Wagon, ao som de Raça Negra e com o patrocínio da água de coco Kero Coco. O motorista? Reginaaaaaaaaldo!!!
Seu mais recente trabalho é a criação da banda Glam, composta por instrumentos exóticos (sítara com C, atabaque, oboé e balalaica são alguns exemplos) e músicos idem. Já fechou contrato com Cumpadre Washington como backing vocal e a produção musical será do maestro e arranjador Robertson dos Teclados.
(aplausos do auditório ensandecido - seria efeito do Lexotan?)
***
Enfim, Brid é essa SIM-PA-TIA (/Jô Soares) de pessoa e que estava DE ANIFFRSÁRIO na semana passada (e que não é no dia dezenóóóóóuve de dezeeeeembro porque este é o dia do ANIFFRSÁRIO da Leila Lopes Mãe, beijos!). Muitas primaveras risonhas e límpidas se passaram (ô!) e eu, do fundo do meu coração, te desejo que muitas ainda venham. Tchiamu, fia!!!
S2 S2
Brid: TCHIAMO sempre! Pra você: Eight Days a Week, dos Beatles (aqui), que é minha declaração pra você hoje. Depois dessa música, quem comentou um post antigo dizendo que eu deveria casar com você vai reiterar os votos! :D
Mysterious Man e Sisa: amei os textos! Obrigada por terem feito essa surpresa pra Brid! Vocês são muito queridos!
Lee
SUPER UPDATE
****************
Por Tio Tchuco (leiam o blog dele, Passados & Pretéritos, aqui)
Bom, falar da Brid não é difícil. Das pessoas que gostamos é fácil falar, né? Posso dizer que foi amor ao primeiro post, amor ao primeiro comment... E quando dei por mim eu já estava em Sampa, na estação da Liberdade procurando por Lee, Brid e sua digníssima e finíssima irmã (fina até no banheiro do shopping Gay Caneca! rs!). E aí foram flores, amores e blá blá blá...
Brid me ensinou muito desde então. Ensinou a como superar relacionamentos, como existem loucos nesse mundo, ensinou os nomes das estações do metrô em Inglês (e a flertar nele também! Lembra do garoto que ficou completamente sem graça? AH! Mas ninguém mandou ele ser lindo, né? rs).
Ensinou que em Sampa se come cachorro-quente com purê de batata (sim, acreditem!)! Isso me deixou passadéééérrimo! Mas superei, rs! AH! E ela também participou de experiências maravilhosas em minha vida! Fez um tour em Sampa com os Passados e Pretéritos, me levou no primeiro restaurante japonês de minha vida, me levou na Frei Caneca, me levou numa confeitaria cara SÓ PRA VER (claro!)...
Enfim, Brid participou da minha primeira ida a São Paulo. Aliás, ela foi a causa maior dessa viagem. Quem diria que as pessoas de dois blogs aleatórios iam acabar criando uma amizade e ainda mais se conhecendo ao vivo. Superamos o medo de sermos psicopatas serial killers e estamos aqui, vivos! Ninguém matou ninguém in the end! rs
E para essa pessoa tão especial que nos acolheu tão lindamente, eu quero desejar tudo de melhor nessa vida. Muita saúde para que vc ainda possa perder o juízo muitas vezes na vida! E muito sucesso, para você ter dinheiro para cuidar da saúde e continuar a perder o juízo! RS!
BEIJO E FELIZ ANIVERSÁRIO (atrasado, rs)!!!!
S2S2S2
Tchuco: como eu te disse, você era uma das pessoas fundamentais nesta "homenage a trois", que virou de quatro agora (ui!).
Lee
NOTA DA BRID: Eu postei, porque a Lee não estava conseguindo acessar o blog lá da "repartição". De qualquer forma, foi uma "sorpressa" mesmo assim. Maiores detalhes nos comments.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O caso da Doida Bridget Jones
Esta semana é meu aniversário. Minha idade, não importa, de fato é o de menos. O que importa é como me sinto, o que é desastrosamente mais difícil de descrever do que simplesmente dizer quantos anos estarei completando e ponto final. Eu poderia simplesmente ignorar o fato, mas o papai Jones sempre disse que é melhor colocarmos nossos medos diante de nós. E "diante de mim" é em frente ao meu rosto, no monitor do meu PC.
Eu sempre fui uma pessoa complicada e hoje em dia, começo a entender a razão de ser um pára-raio de doido. Começou aos seis anos, com Lúcio. Lúcio era um menininho lindo, parecido com o "pequeno príncipe". Loirinho, olhinhos claros, sabia escrever e fazer continhas de adição e subtração aos 6 aninhos. Um prodígio! O exato perfil dos caras pelos quais me interesso até hoje – bonitinho na medida certa e inteligente.
Eu nunca disse que gostava dele, simplesmente porque eu já agia como ajo hoje em dia, mas só hoje em dia eu me dei conta disso: eu simplesmente não demonstro meu afeto. Eu espero que demonstrem. Minha sábia irmã diz que é "necessidade de segurança e medo de rejeição". Eu acho que é orgulho. A Lee acha que é charme e Jung acha que é "Inconsciente Coletivo". Com tanta gente querida me analisando, fica difícil não ser meio confusa. Mas eu estou tentando justificar minhas maluquices e não é este o objetivo deste post.
Parei de gostar de Lúcio em dois minutos, quando o vi conversando com Camila, uma menina loira, com os cabelinhos cacheados. Ela era bonita, mas nem sabia distinguir as "famílias" de letras. E não era um atraso natural, pois ela era adiantadinha o suficiente para passar batom da Moranguinho e pintar as unhas de rosa bebê. Eu a desprezava. E naquele exato momento, eu o desprezei também, por gostar dela (ela também tinha o dentinho da frente meio marrom, mas seria maldade demais citar o fato, então, façam de conta que não leram isso, beijos).
Eu era sábia aos seis anos. Sinplesmente mudei o foco. E aprendi a tocar flauta doce.
Lúcio me ensinou que eu sabia olhar para mim (e que talvez eu fosse uma criança megalomaníaca).
Aos 14, me apaixonei pelo Tico (este a Lee lembra bem). Ele tocava numa banda (os músicos – sempre eles) cover do Nirvana e era parecidíssimo com o Kurt Cobain. Inclusive na pseudo-vontade de morrer e na tendência para a depressão. Ainda assim, ele era o cara mais inteligente da escola. Ele era meu melhor amigo e ficamos juntos uma única vez, porque eu dizia que não era "menina de ficar".
Tico me trocou por uma japonesa lindíssima (que era "menina de ficar") e me ensinou que eu era sim, "menina de ficar"!
Aos 18 conheci meu primeiro namorado firme. Foi meu noivo. Aos 21 eu percebi que queria ser livre. Com ele aprendi que é bom ser livre.
Aos 21 aprendi a ser mulher. E a partir daí passei a descobrir coisas.
Descobri que quando a gente sofre por amor, este sofrimento é diferente para cada pessoa que passa na nossa vida. O mesmo acontece quando a gente gosta. Este é o clichê mais certo de todos. Mas nunca admitimos. Sempre achamos que um amor é maior do que o outro. É mentira. Só é único. A palavra certa seria "peculiar". Descobri também, que eu posso ser covarde e corajosa em uma mesma situação, tomando a mesma decisão. Perceber isso, dói. E a gente chora de dor, não chora? Eu choro. E fui descobrindo coisas e mais coisas. Nos livros, nos discos, nos versos exagerados do Neruda, (Leiam meu preferido Aqui) e nos casos doidos de cada doido. (Talvez eu seja a única pessoa formada em Letras que não gosta de poetas. Eu gosto simplesmente de Neruda. E Neruda é mais que isso.)
É a primeira vez em alguns anos que eu vou passar o meu aniversário sozinha, no sentido romântico da palavra. Mas é também a primeira vez, em anos que eu me sinto completa. Este ano, não me dei ao trabalho de organizar nenhum tipo de comemoração especial. Não precisa.
Eu tenho tudo o que eu preciso neste momento.
Tempo.
Para ler ouvindo Silent Lucidity do Queensryche. Quem me conhece sabe o quanto esta música é importante para mim. A letra é linda, a melodia é perfeita. E sim, eu choro quando ouço (principalmente quando eu lembro do episódio da "Lobismuié" da série Supernatural, que eu amo!), mas se me perguntarem, eu nego! Update: O meu aniversário na verdade, é apenas na sexta feira, viu? Voltem todos por aqui para felicitar-me! Mas podem sijogar nos comentários sobre a minha "Midlife Crisis". Eu e Mike Patton agradecemos de todo coração!
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O caso do Doido Encantado
CASO CLÍNICO: Homem, 27 anos (na época), jornalista, ilustrador (eu adorava a parte do "ilustrador") e pseudo-poeta, estatura mediana, olhos pretos e os cílios mais lindos que eu já vi na minha vida.
Momento Confissão Inconfessável:
Antes de mais nada, devo confessar aqui uma particularidade minha: sou ciumenta. Mas eu não tenho ciúme de coisas normais e sem razão, também não sou louca, né? O meu ciúme é como um super-poder que surge após algum tipo de estímulo, como o Hulk, por exemplo, que precisa ficar com raiva para se tornar verde, forte e ter diastema nos dentes.
Eu nem chamaria de ciúme. Eu chamaria de "intolerância ao incômodo de imaginar alguém é mais atraente do que eu para o ser vivente que tem relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos sazonais com a minha pessoa". Intolerância ao Incômodo, que fique bem claro. A partir do momento que me incomoda, eu desapego da figura e perde a graça. Simples assim! Não é o caso de me chamar de paranóica, claro que não. Mas, eu já tive 20 anos de puro desequilibrio mental. Tempo bom que não volta mais!
Voltando ao caso:
Acontece que o moço em questão era, além de bonito, dado (opa!) a alguns prazeres mundanos. Um deles era assistir a apresentações de dança do ventre no restaurante de um amigo nosso. Ambiente familiar, comida boa, que mal há nisso, não é mesmo, minha gente? Nenhum mal, desde que você não seja EU e seu namorado não seja um tarado pervertido que fique babando feito um adolescente-punheteiro-que-nunca-viu-mulher-na-vida (perdão pelo vocabulário, mas nesses casos a coisa tem de ser dita de forma crua)! A moça dançava pelos quatro pontos do salão com seu cinto feito de moedinhas e ele parecia um bobo, hipnotizado, rindo a toa! Até que num determinado momento, ela veio pertinho dele, deu uma paradinha estratégica, sacudiu os quadris e virou as moedinhas na altura do umbigo. As moedinhas ficaram ali, paradinhas. Se até eu me impressionei, imaginem o Doido Encantado? Naquele exato instante, eu tive uma epifania.
Vou fazer Dança do Ventre.
Eu teria que ver os olhos dele brilhando daquele jeito. Era algo pessoal. Eu, que na época já estava as voltas com uma arte não muito feminina chamada Paintball, decidi largar as camuflagens e encarar uns véus e uns cintos de moedinhas. Não deveria ser mais difícil do acertar meu inimigo com uma arma de tinta, deveria? Pois é. Mas era.
Matriculei-me. Eu precisava virar as moedinhas no umbigo! Aquilo passou a ser um objetivo de vida. Um obessão! Não pelo doido, mas por mim mesma! Eu ia nas aulas, mas também fazia todos os exercícios em casa. Depois eu passei a fazer todos os exercícios também durante o trabalho. Não podia ver um espelho, um vidro, um reflexo que fosse que já estava eu, paralisando os ombros e mexendo os quadris discretamente. Dava aquela olhadela furtiva para certificar-me de que não havia ninguém olhando e fazia o "oito" com a cintura. Acreditem, eu fechava os olhos para "sentir" o movimento. Eu exercitava os quadris na cama, para cima e para baixo, na posição mais erótica e patética que se possa imaginar (sim, esta posição, quando executada sozinha e ao ritmo de Tarkan é patética). Treinava os "olhares" no espelho. Treinava o "serpentear" da cintura e dos braços o tempo inteiro. E por fim, comecei a andar por aí com o tal cinto de moedinhas por baixo da roupa, para poder treinar na fila do banco ou do supermercado.
Passaram-se meses.
Nesses meses, descobri que cada vez que eu via o Doido Encantado babando no "Ali Babar" (sugestivo, né?), assistindo as meninas dançarem, minha libido diminuía. Acreditem, ele me deixava totalmente de lado. Isso me constrangia de verdade! As relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos foram ficando metódicas, frias, regradas e cada vez mais raras. Ele não fazia idéia de que eu estava lá dando duro (êpa!) para virar as tais moedinhas. O namoro ia. Lembro-me que a Lee achava "linda" esta minha "devoção" pela dança. Principalmente porque "a Brid não é muito de pensar em realizar o desejo do outro". Palavras dela. Eu sou sim! Desde que também seja o meu desejo, oras!
O caso é que eu acabei ficando boa naquilo. Aprendi a "Dança dos 7 véus" e por fim, aprendi a virar as moedinhas no umbigo. Com paradinha estratégica, sem paradinha estratégica, com candelabro na cabeça e com espada equilibrada no baixo ventre (não tentem visualizar, beijos!).
O grande dia havia chegado. Eu iria dançar para ele. Fomos para o apartamento dele, ensaiamos algumas preliminares na sala e eu pedi para esperar (normal. Eu sempre peço para escovar os dentes antes da relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos). Parapetei-me, tomei um calmante, um remédio para Labirintite, uma Neosadina e fui. Dancei, minha gente! Dancei, dancei (/Cauby Peixoto), como num musical da Brodway! Num ritual de dança deste tipo, o homem não toca a mulher, só olha. Ele conhecia bem o ritual e estava paralisado, hipnotizado, encantado, e... bem, ele estava bem mais do que isso.
Pausa para explicações & DIAGNÓSTICO: (eu sei que o post está longo, mas todas as minhas ações são contextualizadas e não quero ninguém me xingando de doida desequilibrada, sem saber do terço todo. Depois, podem mandar ver!): No decorrer do meu namoro, descobri que Doido Encantado era mau. Muito mau. Mau mesmo.
Fim da pausa para explicação.
TRATAMENTO APLICADO: Sei que era chegada a hora do Gran Finale. A música já estava no fim. Foi quando eu cheguei bem pertinho dele e fiz!
A virada das moedinhas no meu umbigo.
O movimento da barriga, perfeito.
A paradinha e a última jogadinha de quadril para o lado direito.
Antes que ele parasse de respirar, eu olhei para ele e disse:
Viu? Eu também consigo!
Vesti minha calça jeans surrada, calcei o All Star e fui direto para o Paintball. Afinal, é delicioso atirar bolinhas de tinta nos outros. Relaxa e descarrega toda a raiva e sede de vingança.
Deixei lá o cinto de moedinhas.
Nunca mais dancei.
Para ler ouvindo Tarkan, (o homem mais lindo dazarábias) cantando "Bounce" e Shakira com "Ojos Asi". Porque dança do ventre é "crássico", mas eu sou pop.
Upadate: A pedidos, então - vou contar porque ele era mau. Ele estava tendo relações-prazerosas-e-libidinosas-sem-fins reprodutivos com a minha melhor amiga (não, não era a Lee). Foi a primeira vez que eu me decepcionei com alguem que eu gostava muito. No caso, ela.
Observação, créditos e agradecimentos:
1. Show do Faith No More. Eu me senti novamente com 15 anos. Assim que apareci em frente à minha mãe e perguntei se a saia pregueada e o coturno estavam bonitos, ela disse: "Você tá ridícula!", eu tive certeza de que eu estava perfeita! Encontrei por lá Doido Pioneiro, saracoteando sua credencial de "Banda" e sendo gentil. Nota Mental: não pensar sobre isso. Ah, e é claro, desta vez eu pude cantar "Midlife Crisis" (aqui) com propriedade. Porque eu ainda não tenho trinta e poucos, mas gritei, pulei e bati cabelo como se já tivesse. Antes eu cantava porque era uma adolescente rebelde.
2 . Esta história era para ser uma das primeiras do blog, lá no comecinho, quando ninguém nem nos lia direito. Mas eu fui deixando, deixando, deixando. Um pouco porque eu tinha vergonha de admitir que sou ciumenta, outro pouco porque eu não queria dizer porque o Doido Encantado era mau (e nem vou dizer), e outro pouco porque esta coisa de dança do ventre nem é minha cara. Mas todo mundo já fez alguma coisa que não tivesse nada a ver com a gente, por algum motivo maluco e sem explicação razoável, né?
3. A Jaqueline fez outro post citando um dos meus doidos dentistas. Vale a pena dar uma chegadinha lá no Dentistas Online. Está cheio de diquinhas de saúde bucal. Acho útil. E tem também as piadinhas do Doutor Maikel que divertem e instruem. Prestigiem!
4. Queria agradecer a dona Luciana, que é fá do Franz Ferdinand, dos Strokes é gatinha e tem dinheiro na caixinha. Ela que me passou os links que estão aí em cima! Adicionem a menina, gente!
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